Cada piso/quadra tem sua característica, tanto para jogar como para lesionar. Estamos em plena temporada do saibro, considerada para muitos aficionados a verdadeira temporada do tênis profissional, com o seu clímax acontecendo em Roland Garros. Momento ideal para discutirmos suas principais lesões e tentar preparar nosso corpo para o desafio da terra.
As características principais do saibro são o volume maior de jogo, pois o piso é lento e favorece as trocas de bolas, e os desliszmentos, que fazem dos tenistas verdadeiros bailarinos. Com isto, as lesões musculares, principalmente da panturrilha e da coxa são verdadeiras “pragas” para os jogadores, sendo seguida da dor lombar e entorse de tornozelo.
Neste artigo iremos falar sobre a Tennis Leg.
Em relação à lesão da panturrilha, chamada de “tennis leg”, ela ocorre preferencialmente na parte da junção miotendinea do gastrocnêmico medial.
Você sentirá um choque ou uma pedrada na barriga da perna (distensão), ou apenas que esta parte ficou dura, trancada (contratura).
Tanto a distensão muscular como a contratura podem ser muito desconfortável. É importante parar imediatamente e tratar com o procedimento RICE (repouso, gelo, elevação e compressão), ou seja, colocar o gelo com a perna elevada e uma atadura elástica para comprimir a lesão. Tennis Leg pode levar algumas semanas para recuperar totalmente, e a volta precoce piora a lesão levando à cronicidade e
diminuindo o desempenho em quadra.
Para prevenir esta lesão é muito importante estar alongado e aquecido antes de qualquer treino ou jogo, a panturrilha suporta altas cargas e no saibro ela serve tanto para acelerar quanto para desacelerar o movimento, portanto entrar em fadiga e romper não é muito difícil. Aqueça esta musculatura com exercícios de ficar na ponta dos pés partindo de uma posição mais baixa do calcanhar em relação ao tornozelo, por exemplo em um degrau ou rampa, logo em seguida alongue bem.

Durante a preparação física elabore exercícios excêntricos para todo o membro inferior, fazendo treinamentos de desaceleração. Em relação as mulheres que usam salto alto, temos um agravante. A musculatura desta região é encurtada pelo uso diário do salto, quando forçada a permanecer em uma posição alongada ela pode responder com microtraumas nas fibras musculares e então algum dia uma ruptura importante. Sempre variar os calçados.
Na próxima semana, falaremos das dores nas costas, até lá, pratiquem tênis com este sol de outono em uma linda quadra de saibro. É realmente um presente.